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Psicologia Clínica

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5/30/2008 - Pare de Fumar Agora

Seja também um não fumador

 

Elabore um projecto de preparação pessoal:

Tome uma decisão. Estabeleça uma data para fumar o seu último cigarro. Faça-o conscientemente, de modo, a sentir em cada inalação, o seu sabor, o seu cheiro e imagine o percurso do fumo no interior do seu organismo.

Limpe e lave o cinzeiro do seu carro, sinta de novo a sensação de frescura que lhe traz o ar puro a circular à sua volta. Mantenha a sua casa e local de trabalho sem fumo, não permitindo que ninguém desrespeite as suas convicções.

Depois de parar, não fume em circunstância alguma, procure não se esquecer de todas as suas tentativas para o fazer.

Acredite que hoje vai ser mais um dia em que não vai fumar.

Procure ajuda, sozinho é muito mais difícil:

Elaborámos um programa que procura conciliar todo o apoio que necessita para parar de fumar. Uma equipa constituída por um Psicólogo e uma Terapeuta de Medicina Natural, irão acompanhá-lo desde que pensou deixar de fumar até ao momento em que sentirá de novo a energia e liberdade que lhe é proporcionada por uma vida sem dependência.

Modifique alguns dos seus comportamentos:

Comece a fazer exercício físico, não se preocupe com a sua energia ou resistência, pois ela vai aumentar de forma que o vai surpreender. Andar a pé, tomar banho e relaxar, vão ajudá-lo a diminuir o nervosismo inicial.

A ingestão de grandes quantidades de água e sumos de frutos, ricos em vitamina C, ajudam o organismo a eliminar a nicotina.

Procure substitutos para o cigarro na mão, como uma caneta, ou procure manter a boca ocupada com uma pastilha elástica sem açúcar, isto vai ajudá-lo a modificar alguns comportamentos orais e manuais.

As insónias podem ser diminuídas se nos primeiros tempos moderar a ingestão de café e/ou de bebidas que contenham cafeína.

Procure não frequentar com ansiedade locais em que o seu consumo de tabaco aumentava, como saídas nocturnas ou encontros no final do dia num qualquer bar.

Aceite os conselhos dos especialistas e use a medicação correctamente:

Existem no mercado alguns medicamentos que podem auxiliar no seu percurso de não fumador. No entanto qualquer medicamento pode tornar-se perigoso quando auto medicado, para isso, consulte sempre um especialista, que aconselhará o mais adequado à sua situação.

 Aceite as recaídas não como uma derrota mas um reforço para vencer:

Cada tentativa é mais um passo que o aproxima do seu objectivo de se tornar um não fumador. A maioria das pessoas necessita de várias tentativas antes de conseguir.

Respire fundo e não desista, afinal todos os dias milhares de pessoas em todo o mundo param de fumar

 

 

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2/25/2008 - Entrevista Compradores compulsivos

Entrevista: Comprar demais é doença?

Pedro Durán Meletti
(Artemoda)


Para alguns psicólogos, o acto de comprar compulsivamente pode ser interpretado como uma doença, tendo naturalmente seus sintomas, sua patologia e sua cura. Outros investem na tese de que a compra compulsiva é exactamente como outros comportamentos compulsivos, não representando uma doença. Neste caso, o ato de comprar seria uma actividade de impulsos derivada do pequeno controlo que temos sobre nosso comportamento no exacto momento da compra.

O psicólogo português José António Marques de Melo, supervisor clínico da Casa Monte da Lua, em Lisboa, Portugal, enxerga o problema como um vício que detém um diagnóstico específico e uma certa resolução médica. Ele desenvolve pesquisas na área de “personalidades aditivas”, ou personalidades que estão intrinsecamente ligadas a um determinado vício comportamental.


Leia abaixo o que pensa o  psicólogo e entenda as formas de interpretar o comportamento típico do comprador compulsivo.

Artemoda: Como identificar um comprador compulsivo?

José António Marques Melo:
Não é difícil. De um modo geral esses indivíduos apresentam uma obsessão por comprar muito mais do que precisam ou do que podem pagar. Existem indivíduos que compram o mesmo artigo repetidamente pelo simples fato de comprar alguma coisa, sem avaliar se o objecto é ou não importante para seu quotidiano.

AM: Quais são os sintomas deste comportamento?


Melo
– Alguns dos sintomas que estão presentes nesta patologia são: não resistir ao impulso de comprar; gastar acima do seu plano financeiro, assumindo dívidas e prejudicando assim o seu orçamento mensal; prejudicar os planos das pessoas à sua volta com compras abusivas; procurar créditos para conseguir pagar suas dívidas; ter necessidade de comprar o produto no primeiro momento que o vê; ter consciência de que os produtos que adquiriu não têm qualquer utilidade para si no momento da compra.

  AM: O que origina esse tipo de comportamento?

Melo: O indivíduo que tem um problema desta ordem sente uma alteração na sua disposição quando toma a decisão de comprar tudo o que lhe apetece. Ele consegue criar a ilusão de que, por meio dos seus comportamentos compulsivos, controla a forma como lida com os seus sentimentos. Então, a compra compulsiva torna-se uma tentativa de encontrar um sentido emocional para sua vida pois, quando compra, o indivíduo sente-se “cheio”.



AM:
O comportamento do comprador compulsivo é semelhante ao de algum outro paciente que tenha desvio psicológico?

Melo: O indivíduo de uma forma lenta e progressiva começa a depender deste processo [de compra] para sentir algum conforto na sua vida, e na procura da sua identificação pessoal. A sua vida transforma-se numa procura do prazer através das compras. O comprador a nível intelectual sabe que este processo não lhe traz felicidade, mas não consegue arranjar outro para se sentir melhor consigo mesmo. Esta é uma das características de todos os indivíduos que possuem uma personalidade aditiva.

AM: A compra pode ser considerada, nestes casos, um vício?


Melo: O processo de comprar de forma patológica tem início com um conjunto de experiências que, de alguma forma, trazem para o indivíduo uma sensação de mudança no estado do humor. Normalmente nesta altura o indivíduo ainda não percebeu o problema, apenas sabe que quando compra algo consegue alterar o seu estado de humor. No entanto, nem todas a pessoas que procuram obter essa satisfação no acto de comprar se tornam compradores compulsivos.  Muitas pessoas passam pelos casinos, por exemplo,   mas não se tornam jogadores compulsivos.  Alguns encontram por si só outras formas de se satisfazerem e não permitem que a patologia se desenvolva.

AM: Ao fazer as compras, o que difere o homem da mulher?

Melo:
Ao longo dos tempos, as diferenças entre homem e mulher têm diminuído. No entanto, a procura de ajuda na clínica onde trabalho revela uma grande percentagem de pacientes mulheres com comportamentos compulsivos nas compras. Mas já existem alguns estudos que apontam um aumento significativo de indivíduos do sexo masculino com esta mesma perturbação. O que acontece, infelizmente, é que os homens são um pouco mais resistentes a procurar ajuda.

AM: Como saber se estou exagerando na hora de comprar?

Melo: Se achar que é muito difícil resistir ao impulso de comprar gastando mais do que aquilo que ganha, e suas dívidas se começarem a acumular, é provável que esteja exagerando nas suas compras.

AM: Se eu perceber que sou um comprador compulsivo, o que devo fazer?

Melo: Em primeiro lugar é necessário admitir de uma forma honesta consigo mesmo que tem um problema. Em seguida aceitar que a partir do momento em que faz a primeira compra fugindo do planejamento mensal, não vai parar sem ter comprado imensas coisas que não precisas, iniciando o processo de novo.

AM: Como posso me tratar sozinho?

Melo: Iniciando um processo de tratamento desta patologia, o que é extremamente difícil sem a ajuda de um técnico habilitado. Existem relatos de alguns indivíduos que conseguem parar de comprar. No entanto, como não resolveram o problema que está por trás de seu comportamento, mudam de objecto e continuam com o seu comportamento compulsivo noutra área, como sexo, álcool, jogo...

AM: Que conselhos podem ser dados a um comprador compulsivo?

 

 Melo: Procurar levar a relação com outras pessoas obtendo a gratificação de sentir que é amado e respeitado pelos outros. Ser carinhoso consigo mesmo e tratar bem de si, alimentando-se de forma saudável, praticando desportos, não cometendo excessos. Estar atento à forma como procura mudar o seu estado de humor. E não começar a esconder ou dissimular aos seus amigos comportamentos que o envergonhem ou o façam sentir desconfortável.


AM: Quais são as características que definem um bom comprador?

Melo:
O bom comprador poderá ser o indivíduo que compra aquilo que necessita para a sua vida no quotidiano, levando em conta o seu orçamento. Depois de fazer as contas mensais, o bom comprador se permite oferecer pequenos mimos ou lembranças a si próprio ou a outras pessoas.



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11/26/2007 - Compradores Compulsivos

 

COMPRADORES COMPULSIVOS 

 

 

Se  acha muito díficil resistir ao impulso de comprar, gasta mais do que aquilo que ganha e começa a ver a sua vida preenchida por  dívidas, fique atento, pois você pode sofrer de oniomania, uma doença que afecta aqueles que têm compulsão por consumir. Quem apresenta o distúrbio compra não porque precisa, mas pelo simples prazer que o acto proporciona. A vontade de adquirir é maior do que a de possuir e o individuo não resiste ao impulso de comprar.

Dessa forma, o compulsivo acaba por se tornar um dependente, o que lhe acarreta uma série de problemas, tais como dívidas maiores que os seus redimentos mensais e problemas de convivência com familiares e amigos.

 

Classificada como um dos transtornos do impulso, a oniomania leva o doente a sentir um desejo incontrolável de consumir. Para o consumidor compulsivo, o mais importante é o acto de comprar e não o objecto comprado. A doença é considereda um vicio, assim como o alcoolismo e as drogas.

Geralmente, os compradores compulsivos demoram a assumir o problema e o distúrbio de comportamento só é percebido muito tempo depois. Para se ter uma ideia, uma pessoa pode passar anos a comprar compulsivamente e a adquirir dividas de até 10 vezes os seus rendimentos mensais, sem perceber que sofre de uma doença. A ajuda só é procurada quando a situação financeira da pessoa e, na maioria das vezes, a sua família fica insustentavél. Não existem medicamentos especificos que combatam o desejo compulsivo de comprar, mas o problema pode ser controlado. Em 1º lugar, o compulsivo precisa de reconhecer que está doente e precisa de ajuda. O tratamento inclui acompanhamento psicológico e participação em grupo de auto-ajuda. Este  tipo de tratamento ensina a pessoa a lidar com o transtorno e a ter controle sobre ele.

  

 CARACTERISTICAS DE UM COMPRADOR COMPULSIVO

 

 Não é dificíl identificar um comprador compulsivo. Normalmente, estas pessoas têm obsessão por comprar muito mais do que precisam ou podem pagar. Existem pessoas capazes de comprar até artigos repetidos, nestes casos o consumo é praticado pelo simples prazer de adquirir alguma coisa, independente da sua utilidade ou significado.

 

 

 

Você poderá ser um comprador compulsivo se….

 

- Não resiste ao impulso de comprar

 

- Gasta mais do que o planejado e prejudica-se financeiramente;

 

-Impede ou prejudica seus planos de vida e das pessoas à sua volta;

 

-Pede dinheiro emprestado  para poder liquidar dívidas.

 

-Precisa efectuar a compra de qualquer maneira, independentemente do produto comprado.

 

-Percebe que está comprando coisas que não usa ou utiliza muito pouco;

 

-Assume dívidas acima de 5 vezes o valor dos seus rendimentos mensais

 

 

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11/15/2007 - Ficheiros de memória interiorizados

Ficheiros de memória interiorizados

 

Meados  de Abril, o sol brilha, envergonhado, procurando aquecer uma primavera precoce que teima em manter-se seca, apesar da tão grande necessidade das aguas caídas dos céu.

Ao chegar para mais um dia de trabalho, defronto-me com uma situação para resolver, cujo protagonista um residente que acompanho no processo de reinserção social consegue surpreender toda a equipa que gere a residência com um comportamento desadequado e incoerente com aquilo que nos tem vindo a habituar, pelo investimento e dedicação que têm revelado no seu processo de mudança.

Procuro uma forma de descrever a situação que possa de algum modo transcrever o acontecimento procurando não ferir a minha susceptibilidade em relação ao acontecido e achei que a melhor forma de o fazer era descreve-la como me foi transmitida.

O x realizava os seus exercícios físicos diários no ginásio da residência referida. Devido ao facto de ainda ser muito cedo o monitor do espaço ainda não tinha chegado e as casas de banhos do anexo onde funciona o ginásio encontravam-se fechadas á chave. Ao sentir uma necessidade física de urinar o x desceu as escadas para se dirigir ao edifício principal da residência para se aliviar, no entanto ao passar pela kitcheet existente nesse andar resolveu urinar no lava loiças, sendo apanhado a faze-lo por um outro residente que escandalizado com a situação o obrigou a revelar a situação á equipa que gere a residência.

Procurando compreender por que um residente que normalmente não provoca situações desagradáveis e que procura ter uma postura adequada na sua passagem por esta residência, resolvi falar com ele.

Envergonhado diz-me que não sabe como aconteceu e que até ser apanhado nem se tinha apercebido do que estava a fazer. Continuando a nossa conversa procurei saber se esta situação já tinha acontecido outras vezes ou noutros locais, aí o x explicou-me que durante um tempo em que teve detido usava o balde que lhe tinha sido entregue para fazer as necessidades biológicas durante a noite, para guardar objectos que não queria que fosse vistos como o telemóvel ou tabaco e urinava directamente para o lavatório existente na cela.

Percebemos então que o que tinha acontecido foi o emergir de uma memória interiorizada e inconsciente que numa situação de uma menor atenção o levou a assumir um comportamento que se esforça para modificar,

Aproveitando esta situação reforcei com ele a necessidade de alguém que quer realmente mudar se manter constantemente atenta a estes ficheiros de memória que foram integrados no passado mas que a qualquer momento podem surgir levando á recaída no caso do indivíduo não estar alerta.

E assim no final do dia senti que realmente a vida nos trás a todos nós situações que

Inconscientemente nos levam a agir de forma automática e se torna necessário possuirmos alguns processos automáticos para nos facilitar a vida, como o respirar ou andar, outros podem tornar-se desagradáveis quando ocorrem em situações que não as mais propícias.

 

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10/29/2007 - Desafiando a Cocaína

Finalmente no meu reino, cercado de tudo o que fui reunindo ao longo dos anos, começo a digerir todo o turbilhão de emoções e sentimentos a que me vi obrigado mais uma vez a enfrentar tal Dom Quixote, um mundo de inimigos invisíveis e sem vitória possível.

Profissão que me apaixona mas que com toda a sua crueldade me sacode e me obriga a um investimento de aceitação ao segundo, de realidades que durante um breve intervalo de tempo, é uma extensão da minha existência. Os meus pensamentos param num par de olhos distantes e com um brilho artificial facilmente identificado por um olhar treinado.

O mundo é meu e está a meus pés, palavreava um dos meus clientes, em simultâneo com a minha inglória tentativa de enfrentar uma guerra desigual cujo inimigo é uma substância pela qual o indivíduo ultrapassa os seus próprios conceitos morais e referências adquiridas. Deslizando num labirinto de ideias, encontra-se perdido num espaço que considera seguro, mas que não passa de uma ilusão criada no momento.

Desespero, utilizo técnicas e ferramentas automatizadas, que me vão saindo aos turbilhões em resposta aos seus encantados argumentos. Respiro fundo de forma discreta e como que em resposta oiço um característico ruído vibratório, que rapidamente identifico como uma possível escapatória para este momento desolador. Discretamente leio no visor do pequeno aparelho,

”Dr., consegui o emprego, o mundo é meu, obrigado “,

E de novo o meu olhar, agora sorrindo interiormente, encadeou de esperança aquele olhar perdido de menino pertencente a um desgastado corpo de meia-idade.  

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10/29/2007 - Toxicodependencias

COMPORTAMENTOS ADICTIVOS

O MAU RAPAZ

Um olhar perdido, fixo no vazio, abstraindo-se da rotina diária do interminável vaivém de pessoas que se dirigem para as suas ocupações diárias. Aparentemente calmo e tranquilo, aguarda pacientemente a sua oportunidade junto a um lugar de estacionamento vago.

Algures, quem sabe, um pai uma mãe, envelhecidos pelo sofrimento, recordam com um sorriso triste, o seu menino numa não muito velha fotografia, trajado com o seu fato festivo, no casamento de um familiar. Tão feliz e sorridente, uma criança meiga e tão dedicada....

Indiferente, o nosso menino, agora um rapaz, com ar mais pesado em conformidade com as suas roupas coçadas e sujas, barba por desfazer e um cheiro característico de quem vive ao relento, parece despido de sentimentos, conformado com a sua existência de prisioneiro da sua própria vontade, aguarda impávido, não deixando transparecer o turbilhão de pensamentos que o assaltam.

Reflectindo acerca desta discrição, emerge em mim a duvida da existência de bons ou maus rapazes. Penso que não seria totalmente adequado denominar este indivíduo de mau rapaz, provavelmente é uma pessoa que aprendeu a funcionar protegido por uma diversidade de mecanismos de defesa, que lhe servem como uma capa para camuflar uma criança insegura e assustada que por algum motivo se viu impossibilitada de estabelecer relações interpessoais satisfatórias, que lhe permitissem crescer.

Deste modo o indivíduo incapacitado de estabelecer relações saudáveis, procura nas substancias aditivas, uma forma de diminuir o seu sentimento de solidão, protegendo-se assim de um mundo do qual se afastou e o afasta.

Constatei através da análise cuidada de estudos científicos realizados, que tive a oportunidade de ir comprovando através da minha prática clínica, que  o auxilio possível nesta patologia passa pela tentativa por parte do terapeuta, de uma aproximação ao seu mundo, proporcionando ao indivíduo uma sensação de confiança, que  permita estabelecer com ele uma aliança terapêutica satisfatória para ambas as partes.

Concluindo, gostaria de que este breve texto tivesse a capacidade de sensibilizar os leitores, para a importância que duas ou três palavras trocadas com este rapaz, aquando da gratificação pela ajuda no estacionamento, podem vir a contribuir par o seu processo de recuperação. Poderão elas serem tão difíceis de verbalizar, tendo em conta o sentimento de satisfação e aproximação ao mundo real que este indivíduo pode vivenciar? Quem sabe se  este pequeno comportamento não poderá contribuir para a origem de un despertar da vontade adormecida do indivíduo em querer  tratar-se, voltar de novo a ser , o menino meigo e dedicado que aqueles velhos pais tanto ansiavam ter de volta.

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Sobre o autor

José de Melo marquesmelo@gmail.com Psicólogo Clínico Licenciado em psicologia pelo: Instituto Superior de Psicologia Aplicada, na área clínica Com formação complementar em distúrbios do comportamento alimentar, sexualidade, alcoolismo, intervenção psicológica na crise, terapias pluripessoais e treino de aconselhamento em dependência química. Tem vindo a trabalhar na área das Personalidades Aditivas, há vários anos, através de consulta privada e da colaboração com algumas instituições, como: "A.T.T." estágio de psicologia: "O Grato" Conselheiro em Dependência Química: Centro de Tratamento “A Quinta” Psicólogo Clínico e conselheiro em Dependência Química: Associação Aprender a Amar, sócio fundador, RHCG director de recursos humanos e marketing: @titude-Centro Comunitário de Carcavelos: Casa Jubileu Psicólogo Clínico: Junta freguesia de Alcabideche, Psicólogo Clínico: Creta, centro de recuperação de alcoólicos, e toxicodependentes como Coordenador Geral: Casa Monte da Lua, Sober House, Supervisão clínica, psicólogo clínico, Conselheiro em Dependência Química. Tem vindo a intervir na área da saúde mental em contexto de apoio residencial, com doentes mentais. Tem vindo a intervir na área do apoio a jovens e adolescentes, em contexto de consultas privadas e colaborando com uma instituição de acolhimento para jovens e crianças em risco da Segurança Social de Lisboa

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