!Ptshot - Crie o seu site gratuito
- blogs gratuitos!

ESPAÇO POÉTICO

Lugar para reunião de poetas e afins

[ Início ] [ Perfil do Autor ] [ Arquivos ] [ Amigos/Favoritos ]

Ganhe dinheiro com anuncios no seu site!


[ 01:59 ] [ 17/8/2008 ] [ 0 Comentários ] [ Publicar Comentário ] [ Link desta entrada ]

O AUTOR DESTE BLOG


[ 11:47 ] [ 1/10/2007 ] [ 0 Comentários ] [ Publicar Comentário ] [ Link desta entrada ]

Meu Slide Show


[ 11:46 ] [ 1/10/2007 ] [
0 Comentários ] [ Publicar Comentário ] [ Link desta entrada ]

UM CONTO

O presente

 

 

Pedro pastel caminhava tranqüilo pela rua movimentada da cidade grande. Era sábado, e como dizia o poeta, tudo acontecia exatamente porque era sábado. Ele olhava calmamente todas as vitrines, em busca de algo que lhe pudesse ser útil. Era aniversário da sua Mãe, e ele tinha que presenteá-la. Ele pensava: tive a vida inteira para lhe dar um presente, nunca pude. Chegou a hora, tem que ser hoje ou nunca mais. Assim, depois de caminhar por inúmeras ruas e alamedas, avenidas enfim, ele resolveu a entrar em uma loja para olhar um relógio cuco que reluzia imponente na parede. Entrou e foi logo perguntando quanto custava o relógio. A moça, boa vendedora por sinal, foi lhe dando toda atenção no afã é claro, de efetuar aquela venda que lhe daria uma boa comissão. - Esse relógio meu senhor custa apenas mil e quinhentos reais. Pedro quase caiu duro fulminado por aquele golpe. – quanto? Mil e quinhentos “real” você ficou maluca?

Eu tenho que trabalhar por seis meses para ganhar isso, e você vem dizendo que esse relógio custa essa fortuna? Por acaso é de ouro? ou esse passarinho é de alguma coleção ou está em extinção? Aí a paciência da pobre moça foi pras cucuias. – Moço o senhor vai querer o relógio? Senão . . . – senão o quê? só porque sou pobre vai ficar me esbanjando? eu conheço meus direitos. Furiosa, a moça resolveu chamar o gerente.- Pois não cavalheiro, o que o senhor deseja? Foi logo dizendo o gerente ! – quem é o senhor ? – eu sou o gerente! E o senhor quem é ? - Eu sou Pedro, Pedro Pastel como me chamam ! - E isso  lá é nome meu caro? – Olha a discriminação Heim! o meu nome verdadeiro é Pedro Custódio Ribeiro, me chamam de Pedro Pastel porque sou pasteleiro. E não é só por isso, também porque adoro pastel, sou capaz de comer uns vinte por dia. Daí meu apelido. O senhor por acaso não tem nenhum ? (risos) – Não, seu pastel, não tenho respondeu o gerente com cara de quem estava pregando uma tremenda mentira. Mas deixa prá lá. Voltemos ao Pedro.  – O que é mesmo que o senhor está querendo, um presente ? – Sim, um presente! – Posso perguntar para quem que o senhor quer dar um presente ? – Claro, o senhor já perguntou mesmo. O presente é para minha mãe, coitada. Tenho trinta e quatro anos e nunca dei um presente para ela. Quanto o senhor pode gastar ? – Depende !  – Do que? – Do presente, é lógico. – O que o senhor gostaria de dar, esse relógio cuco? – Deus me livre, com esse preço? sem chances! – Quanto o senhor tem afinal? – Eu? – É, o senhor mesmo! – Tenho, deixe-me ver . . . trinta, trinta e um, trinta e dois reais e quarenta e cinco centavos. – Meu Deus, somente isso ? e o senhor querendo levar um relógio cuco de mil e quinhentos reais ? deve estar louco. – Peraí seu gerente, eu não disse que queria levar o tal relógio. Eu apenas perguntei o preço dele, e quase caí de costas. Agora me diga o que eu posso levar com esse dinheiro ? – Porque o senhor não leva um despertador ? daqueles simplizinhos do Paraguai? é um ótimo presente. – e onde vou achar um desses? – Numa loja destas de artigos importados. – Ah é ? muito obrigado seu gerente. Escuta, por acaso o senhor tão tem aí um vestido bonito para eu dar a ela não? – Não seu Pedro, tenho não! ou melhor tenho, mas o dinheiro do senhor não dá para comprar. Porque o senhor não tenta uma dessas lojas de roupas usadas? – É  . . . muito obrigado! E assim desgostoso da vida Pedro Pastel se foi. Começava de novo sua jornada. Pensava, como a vida é difícil para o pobre. Se eu fosse rico, estaria já com um presente na mão, e dos “bão” mas . . . deixa prá lá, a vida é assim mesmo.  

 

De repente encontrou uma loja de roupas. Esta loja vendia roupas e outros artigos usados. Entrou, foi bem tratado. Comprou um vestido bem bonito e barato. Pediu para embrulhar para presente mas a loja não fazia embrulhos respondeu o vendedor. Pedro, já não estava mais com vontade se zangar, agradeceu e foi embora. Uma sensação de alivio tomara conta do seu corpo já cansado daquela jornada. No caminho, ainda comprou de um ambulante, um papel para embrulhar o presente. Chegando em casa foi logo tratando de esconder de sua mãe a surpresa. Esgueirou-se até seu quarto e tirou o presente da sacola. Pegou-o examinando por completo. Na ânsia de encontrar uma pequena marca de amassado, uma linha, ou uma pequena sujeira a denunciar ser aquele presente algo que já fora usado. E para sua surpresa, em vez de um contratempo, achou um broche. Um broche cravejado de diamantes havia sido esquecido no vestido. Os olhos de Pedro quase saíram pelas órbitas. Pensou, será que havia sido um sinal, ou Deus tinha ouvido suas preces? E agora que fazer, dar a sua mãe o broche, vender? Talvez sua mãe não entendesse o valor daquela jóia, pois Pedro imaginava valer uma fortuna. Resolveu, deu apenas o vestido. Na primeira oportunidade, foi saber quanto valia aquela jóia. Valia uma fortuna. O joalheiro informou a Pedro que um colecionador do estrangeiro daria uma verdadeira fábula de dinheiro para possuir aquela peça.                


[ 08:33 ] [ 29/3/2007 ] [ 0 Comentários ] [ Publicar Comentário ] [ Link desta entrada ]

UM POEMA


O VÉU

Descerra-se o véu negro da noite

E o dia se vai,fulgurante luz
Nos seus claros, azuis
já é quase solidão, esse açoite;

Que no meu pensamento desfaz
A alegria
Daquele calmo dia
Somente a lembrança de ti me satisfaz

Então eu espero uma outra noite de luar
Na ansiedade do meu coração
E o novo clarão
Que a noite há de novo sobrepujar;

Levará uma certeza de amor
Nas ondas do mar
E em uma concha há de ficar
Como um segredo eterno em seu louvor.


de Paulo Fernandes


[ 08:11 ] [ 29/3/2007 ] [ 0 Comentários ] [ Publicar Comentário ] [ Link desta entrada ]

UMA CRÔNICA

O Banquete

     A natureza às vezes nos proporciona espetáculos que, além de belos, são também curiosos. Um dia destes ao voltar do supermercado, deparei com uma cena um tanto quanto inusitada. Enquanto me dirigia até o carro para pegar minhas compras tive a surpresa de ver dois pássaros de uma só vez disputando um almoço. Esse almoço era um enorme louva-deus quase do tamanho deles. Antes que eu me esqueça, os pássaros eram um pardal e uma andorinha.

     A cena era, no mínimo, engraçada. Em pleno vôo os dois metiam seus bicos no já cansado louva-deus. Não deu outra, o pobre coitado caiu. E eu, como bom samaritano, fui em sua defesa. A andorinha, mais comedida, se mandou de vez, mas o pardal apenas bateu em retirada, digamos provisória. Quando voltei para buscar mais sacolas lá estava o danado desferindo impiedosas bicadas no pobre louva-deus. Rechacei-o novamente e fui cuidar das minhas sacolas. E sabe quem encontrei novamente? Adivinhem: o pequeno, mas insistente pardal. Corri atrás dele novamente. Comentei com meu filho as agruras que passava o infeliz louva-deus. Mas pasmem, meu filho retrucou dizendo que aquilo era o ciclo da vida, a lei da sobrevivência. Tudo bem, não tivesse ele no auge dos seus 9 anos de idade.

     Diante da minha preocupação com o bem estar do louva-deus, meu filho propôs um plantão lá perto do inseto. Assim eu poderia carregar minhas compras tranqüilamente. Passados alguns minutos lá vem meu filho desolado. Pai, eu não encontrei o louva-deus. Pensei: o obstinado pardal conseguiu seu intento. Fui lá para conferir, mas antes não tivesse ido. O louva-deus estava semi-esmagado. Perguntei ao meu filho o que ocorrera, embora já sabendo o que tinha acontecido. Pai, eu não o vi, devo tê-lo confundido com a grama e pisei nele. Tudo bem, lá se fora todo meu esforço. Meu avoado filho facilitou a vida do pardal. Digo isso, porque ao voltar no local não encontrei mais nada. Moral da história: enquanto a andorinha se mandou muito cedo (talvez achando que era mais fácil fazer um verão sozinha) o pardal, mais teimoso, ou esfomeado, sei lá, conseguiu um belo almoço. O sabor da vitória para quem se esforça mais, é mais doce. Que me desculpe o louva- deus.


Paulo Cesar Fernandes


[ 08:06 ] [ 29/3/2007 ] [ 1 Comentários ] [ Publicar Comentário ] [ Link desta entrada ]

CONFABULANDO NO ZOOLÓGICO


[ 03:18 ] [ 28/3/2007 ] [ 0 Comentários ] [ Publicar Comentário ] [ Link desta entrada ]

MEUS FILHOS EMOLDURADOS


[ 03:10 ] [ 26/3/2007 ] [ 1 Comentários ] [ Publicar Comentário ] [ Link desta entrada ]

Para minha Mãe

Uma prece

Ela olha o horizonte com uma prece
Na mão, as pequeninas contas;
Esfrega, aquece.
O coração bate esperança
Fincada no céu
Por trás das nuvens.
No seu caminho não existem barreira, um muro
Que pare o curso
Do rio caudaloso da sua vida
E o fel se torna doce lembrança
Daqueles dias amenos
De outrora
Na aurora da sua vida
Da sua infância
Seus folguedos
Ela, dona dos seus brinquedos
Se eu pudesse
Dar-te-ia minhas noites de sonhos
Em troca dos seus dias de penúria
Se eu pudesse
Colocaria no ar que respiras
O perfume de todas as flores
E te daria a força de somados amores.


[ 07:22 ] [ 25/3/2007 ] [ 0 Comentários ] [ Publicar Comentário ] [ Link desta entrada ]

O Candelabro


Vote neste site!!



O candelabro inerte resplandece a luz

Na incerteza do clarão

Que emana ora de ti, ora da lua

Cravando no chão, sua sombra reflete

Sua aparencia calma que seduz.


Candelabro, que sorte é a tua

Em teu redor baila toda beleza alada

E ainda iluminas toda a vastidão nua

No teu lume,

A criança noite sorri

E brinca o inocente vagalume.



Candelabro,

Dai-me notícias daqueles amores

Vê se me ouves

Na calada destas madrugadas

E me traz lembrança

Do cheiro de noite estrelada



Deixa me esquecer de uma alegria já morta

Para que eu possa ter paz

E deixar entrar livre

Os amores em minha porta.



[ 12:11 ] [ 24/3/2007 ] [ 1 Comentários ] [ Publicar Comentário ] [ Link desta entrada ]


Publipt - Publicidade na Internet